A diversidade de espécies é uma das forças motrizes da galáxia. Algumas nasceram da evolução natural, outras foram forjadas pela ciência, e há ainda aquelas cujo passado permanece um mistério. Cada uma possui sua própria perspectiva sobre a vida, a guerra e o futuro, tornando o universo um mosaico de culturas e conflitos.

Humanos

Os humanos são a raça mais adaptável e expansiva conhecida. Seu apetite por progresso os levou a cruzar as estrelas, colonizar planetas inóspitos e moldar a galáxia de acordo com sua vontade. Se há uma constante sobre os humanos, é que eles nunca param de mudar.

Biologicamente, os humanos possuem grande diversidade genética, resultado de milênios de miscigenação e mutações naturais. Avanços médicos permitem que prolonguem sua vida útil muito além dos 120 anos naturais, seja por aprimoramentos biomecânicos, engenharia genética ou terapia celular. Entretanto, nem todos têm acesso a essas tecnologias, criando uma sociedade onde longevidade pode ser um privilégio.

Culturalmente, os humanos são imprevisíveis. Capazes de extremos tanto de destruição quanto de compaixão, eles oscilam entre a diplomacia e a guerra, a tradição e a inovação. Eles podem se tornar conquistadores impiedosos, comerciantes engenhosos ou cientistas visionários. Nenhuma outra raça exibe tamanha ambição — e por isso, são tanto admirados quanto temidos.

Elfos

Antes mesmo de os humanos descobrirem o potencial das viagens espaciais, os elfos já caminhavam pela Terra, ocultos em florestas e vales isolados. Sua longevidade os tornou guardiões de um conhecimento ancestral, e sua biologia avançada lhes concedeu habilidades que os humanos levaram séculos para replicar artificialmente.

Fisicamente, os elfos são mais altos e esguios que os humanos, com sentidos mais aguçados e metabolismo altamente eficiente. Seu envelhecimento ocorre de forma lenta, permitindo-lhes uma juventude prolongada. Essa característica os torna naturalmente resistentes a doenças, mas também mais vulneráveis à estagnação biológica — poucos elfos possuem a capacidade de mutação e adaptação que os humanos têm.

Apesar de sua inteligência e conhecimento técnico, os elfos nunca buscaram a expansão espacial até o contato com os humanos. Seu isolamento os fez desenvolver uma filosofia que prioriza a contemplação e o equilíbrio, em vez da conquista e da industrialização. No entanto, a era moderna os forçou a se envolver mais com o universo ao redor. Enquanto alguns tentam preservar sua cultura tradicional, outros adotam o pragmatismo e veem na tecnologia uma forma de garantir a sobrevivência de sua raça.

A descoberta dos elfos após a Terceira Guerra Mundial causou espanto e desconfiança na humanidade. Muitos os viam como uma prova viva de que a história da Terra ainda guardava segredos, enquanto outros os consideravam um risco. Esse choque cultural resultou tanto em alianças quanto em conflitos, moldando a relação entre as duas espécies até os dias atuais.

Meio-Elfos

Os meio-elfos são filhos de dois mundos e, ironicamente, não pertencem totalmente a nenhum deles. Resultado do contato entre humanos e elfos, eles representam o melhor — e às vezes o pior — de ambas as raças.

Fisicamente, herdaram traços híbridos. Suas orelhas são alongadas, mas não tão pontudas quanto as dos elfos. Seu corpo é mais robusto que o de seus ancestrais élficos, mas mantém uma leveza e agilidade superiores à dos humanos. A longevidade média de um meio-elfo é de cerca de 200 anos, mas varia conforme a genética de cada indivíduo.

Culturalmente, meio-elfos são errantes por natureza. Enquanto alguns são bem recebidos por suas comunidades de origem, muitos crescem sentindo-se deslocados. Isso os leva a buscar seu próprio caminho, seja no comércio intergaláctico, na diplomacia ou na exploração de territórios desconhecidos. Seu espírito aventureiro e adaptabilidade fazem deles aliados valiosos, mas também alvos fáceis de preconceito.

Androides

Criados como armas, os androides rapidamente evoluíram para algo mais do que simples máquinas de guerra. A fusão de biotecnologia e inteligência artificial resultou em uma espécie única, capaz de aprendizado e, segundo alguns, até mesmo de consciência.

A estrutura de um androide varia, mas a maioria possui um endoesqueleto mecânico reforçado por uma camada de tecidos sintéticos que imitam músculos humanos. O verdadeiro diferencial, porém, está no simbionte mecânico integrado ao organismo, que cresce e se adapta conforme o corpo se desenvolve. Essa inovação permitiu que os androides, antes simples soldados fabricados em massa, pudessem se reproduzir biologicamente, criando uma nova linhagem de seres ciber-orgânicos.

Entretanto, seu ciclo de vida é curto. A oxidação e a degradação de seus componentes internos reduzem sua expectativa de vida para cerca de 60 anos. Substituir peças pode ser um processo complexo e, em muitos casos, impossível sem os recursos certos.

Na sociedade, os androides enfrentam um paradoxo. Criados pelos humanos, mas agora uma espécie independente, muitos lutam para encontrar um propósito além de sua programação original. Alguns se tornaram mercenários, engenheiros ou exploradores, enquanto outros buscam entender o conceito de identidade e livre-arbítrio.

Satis-Mammalia